Em 18 meses, o Porto de Paranaguá poderá aumentar o embarque anual de grãos de 23 milhões de toneladas para 27 milhões de toneladas. A expansão se deve a uma liberação da ordem de serviço para início das obras no Cais Oeste, assinada pelo governador Beto Richa, nesta quarta-feira (21).

Com investimentos de R$ 177,58 milhões, custeados com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), as empresas vencedoras do consórcio – Tucumann e MSA – irão realizar serviços de modernização de dois berços de atracação (201 e 202) e ampliação de outro berço (201).

À Gazeta do Povo, o diretor-presidente da APPA, Luiz Henrique Dividino, explicou que o berço 201 será alongado em 100 metros. “Poderemos, no futuro, acomodar navios com até 110 mil toneladas de carga”, afirma. A proposta também prevê a substituição de dois carregadores de navios, que passarão a operar 2 mil toneladas de grãos por hora. Os atuais operam com potencial de 1 mil e 1,5 mil toneladas hora.

Obra deve gerar 250 empregos

Com a assinatura da ordem serviço nesta quarta-feira (21), o consórcio responsável pela ampliação e modernização dos berços no Cais Oeste do Porto de Paranaguá tem 30 dias para mobilizar recursos e começar as obras, revela o diretor-presidente da APPA. “Essa obra estima em torno de 250 empregos no porto, desde operador de guindaste, máquinas, entre outras funções. Isso sem contar os empregos fora”, exemplifica Luiz Henrique Dividino. O prazo de execução é de 18 meses.

Com a expansão, os embarques no berço passarão dos atuais 2 milhões de toneladas de grãos para 6,5 milhões de toneladas por ano. “Este empreendimento vai triplicar a capacidade de exportação de grãos. Além disso, amplia a competitividade dos produtos paranaenses e brasileiros”, afirmou Beto Richa durante a assinatura, na tarde de quarta-feira, em Curitiba.

Já a modernização das estruturas dos berços 201 e 202 possibilitará o aprofundamento do nível de dragagem para 13,70 metros. “Quando falamos nessa obra, é sempre importante destacar a conexão com a dragagem. Nossa preocupação sempre foi ter um porto mais profundo e com maior capacidade”, destaca Dividino.

Frete e produtividade

Ao chegar a 27 milhões de toneladas de grãos embarcados, o crescimento aproximado total é de 20% para granéis sólidos. “Vamos maximizar o que temos e aumentar o volume de carga. Estamos praticamente criando um novo corredor de exportação”, comenta Dividino.

Outra vantagem será a redução do frete marítimo em quase US$ 5 por tonelada, completa o presidente da APPA: “Na medida em que você cria condições para navios maiores, por uma questão de escala é possível reduzir o frete. Hoje temos [no Porto] navios de 65 mil toneladas. Depois teremos de 90 mil e com possibilidade para atender navios de até 110 mil toneladas”.

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