Recentemente, temos introduzido alguns conceitos, como integridade, risco e conduta, que estão também diretamente relacionados à postura que os colaboradores têm em relação à empresa em que trabalham.

Conforme já explicado anteriormente, este conjunto de conceitos compõem aquilo que chamamos de Compliance e são de grande importância para compreendermos os elementos e rotinas que integram qualquer Programa de Compliance.

Entretanto, antes de detalharmos o que delimita um Programa de Compliance, é necessário visualizar que essa dinâmica de atitudes e condutas compõe um universo muito mais abrangente e que reflete diretamente na maneira como a empresa é vista pela sociedade como um todo e os resultados que essa é capaz de gerar.

Mas em termos práticos, o que isso quer dizer?

Quando explicamos integridade, explicitamos que o conjunto de ações que praticamos no nosso cotidiano recebe o nome de conduta. Nascemos e crescemos em ambientes que nos fazem naturalmente assimilar esses valores mais universais, de acordo com a cultura e normas sociais. 

Esse coletivo de valores formam os princípios e a moral de uma determinada sociedade e é justamente o reflexo dessa conduta no coletivo que vamos abordar neste momento.

Este conjunto de condutas adotado pela Companhia, bem como a sua estratégia de negócio, possui elementos que vão muito além dos aspectos estritamente financeiros, cujos efeitos refletem na sociedade como um todo e, em muitos casos, de forma intergeracional. 

Nossa capacidade de viver harmonicamente em sociedade, com respeito a valores morais de comportamento, com destaque para preservação do meio-ambiente fazem parte do que se entende como correto e ético.  Portanto, essa interação entre as nossas condutas, o mundo e a maneira como impactamos o ambiente que nos cerca chamamos de sustentabilidade. 

Trata-se de um conceito complexo, por abranger um conjunto incalculável de variáveis que se relacionam entre si e que se integram com a preservação do meio ambiente e de recursos naturais, gerando assim ganhos sociais e econômicos. 

Diferentemente do que explicamos até agora com relação aos conceitos de Compliance, quando nos referimos à sustentabilidade, trazemos à tona não somente os riscos de uma determinada conduta, mas também as oportunidades que esta representa para o futuro e as consequentes transformações necessários para produzirmos os melhores resultados possíveis com o mínimo de impacto para a sociedade e as gerações futuras como um todo.

Além disso, quando incluímos sustentabilidade como pilar de atuação de uma empresa, as mais diversas demandas que a sociedade possui passam a integrar a tomada de decisão do corpo diretivo, o que gera credibilidade para todos aqueles que atuam em conjunto com a empresa.

Ao implementar uma estrutura sustentável, sendo ela mínima ou não, toda empresa passa a se relacionar diretamente com práticas de Sustentabilidade, Sociais e de Governança, as quais em inglês possuem a sigla ESG (Environmental, Social e Governance), cujas demais siglas também serão discutidas nos próximos textos.