Canal de Denúncias de Compliance: Pilar da Transparência e da Ética Empresarial

Todas as empresas conscientes de seu papel social que desejem fazer negócios de maneira sustentável devem pautar suas operações na ética e responsabilidade. Para atingir esse objetivo, devem implementar Programas de Conformidade (Compliance) que assegurem a comunicação de seus valores a todos os envolvidos, como também aferir a eficácia do modelo de maneira transparente. 

Um dos principais componentes de um Programa de Compliance é o estabelecimento de canal de comunicação independente da gestão das operações cotidianas da empresa, para que qualquer pessoa possa reportar os mais variados temas diretamente para a área de Compliance. Ainda que o foco primário do canal seja o recebimento de comunicações relacionadas a normas de conduta e ética empresariais, o Canal pode receber mensagens sobre os mais variados temas, e sempre deve tratar cada tema de maneira sigilosa e independente.

Uma vez recebida a comunicação pela área de Compliance, esta deve ser cuidadosamente analisada para a confirmação dos fatos que deem suporte às alegações. Em caso de materialidade/relevância, um plano de ação será iniciado para corrigir o problema, bem como definir e implementar medidas para evitar a ocorrência de problemas similares. 

Benefícios do Canal de Compliance:

  • Prevenção de riscos: Permite a identificação e resolução de problemas antes que se transformem em grandes escândalos ou prejuízos financeiros.
  • Cultura de ética e compliance: Demonstra o compromisso da empresa com a ética e a transparência, criando um ambiente de confiança para todos os stakeholders.
  • Proteção da imagem da empresa: Minimiza os riscos de danos à reputação da empresa em caso de práticas antiéticas ou ilegais.
  • Detecção de fraudes e desvios de conduta: Facilita a identificação de fraudes, corrupção, assédio moral e sexual, entre outros comportamentos inadequados.
  • Melhoria da governança corporativa: Fortalece a governança corporativa da empresa, demonstrando aos órgãos regulatórios e ao mercado o compromisso com a ética e a responsabilidade.
  • Aumento da produtividade e do engajamento dos colaboradores: Cria um ambiente de trabalho mais seguro e positivo, aumentando a produtividade e o engajamento dos colaboradores.

Características de um Canal Compliance eficaz:

  • Confidencialidade: Os relatos e denúncias devem ser tratadas com o máximo de sigilo para garantir a segurança e o anonimato do denunciante.
  • Acessibilidade: O canal deve ser facilmente acessível por todas as partes envolvidas, por meio de diferentes plataformas, como telefone, website, aplicativo ou e-mail.
  • Imparcialidade: As denúncias devem ser investigadas de forma imparcial e transparente, com a devida apuração dos fatos e aplicação de medidas cabíveis.
  • Proteção contra retaliação: A empresa deve garantir que os denunciantes não sejam vítimas de retaliação por parte de seus superiores ou colegas.

Conclusão:

O Canal de Compliance é uma ferramenta poderosa que contribui para a construção de um ambiente de negócios mais ético, transparente e seguro. Implementá-lo e gerenciá-lo de forma eficaz é um investimento que se traduz em benefícios para toda a empresa, desde a prevenção de riscos até a melhoria da imagem e reputação no mercado.

Ao implementar um canal de denúncias, a Tucumann Engenharia demonstra seu compromisso com a ética, a transparência e a construção de um ambiente de negócios saudável e sustentável para todos


Sustentabilidade

Recentemente, temos introduzido alguns conceitos, como integridade, risco e conduta, que estão também diretamente relacionados à postura que os colaboradores têm em relação à empresa em que trabalham.

Conforme já explicado anteriormente, este conjunto de conceitos compõem aquilo que chamamos de Compliance e são de grande importância para compreendermos os elementos e rotinas que integram qualquer Programa de Compliance.

Entretanto, antes de detalharmos o que delimita um Programa de Compliance, é necessário visualizar que essa dinâmica de atitudes e condutas compõe um universo muito mais abrangente e que reflete diretamente na maneira como a empresa é vista pela sociedade como um todo e os resultados que essa é capaz de gerar.

Mas em termos práticos, o que isso quer dizer?

Quando explicamos integridade, explicitamos que o conjunto de ações que praticamos no nosso cotidiano recebe o nome de conduta. Nascemos e crescemos em ambientes que nos fazem naturalmente assimilar esses valores mais universais, de acordo com a cultura e normas sociais. 

Esse coletivo de valores formam os princípios e a moral de uma determinada sociedade e é justamente o reflexo dessa conduta no coletivo que vamos abordar neste momento.

Este conjunto de condutas adotado pela Companhia, bem como a sua estratégia de negócio, possui elementos que vão muito além dos aspectos estritamente financeiros, cujos efeitos refletem na sociedade como um todo e, em muitos casos, de forma intergeracional. 

Nossa capacidade de viver harmonicamente em sociedade, com respeito a valores morais de comportamento, com destaque para preservação do meio-ambiente fazem parte do que se entende como correto e ético.  Portanto, essa interação entre as nossas condutas, o mundo e a maneira como impactamos o ambiente que nos cerca chamamos de sustentabilidade. 

Trata-se de um conceito complexo, por abranger um conjunto incalculável de variáveis que se relacionam entre si e que se integram com a preservação do meio ambiente e de recursos naturais, gerando assim ganhos sociais e econômicos. 

Diferentemente do que explicamos até agora com relação aos conceitos de Compliance, quando nos referimos à sustentabilidade, trazemos à tona não somente os riscos de uma determinada conduta, mas também as oportunidades que esta representa para o futuro e as consequentes transformações necessários para produzirmos os melhores resultados possíveis com o mínimo de impacto para a sociedade e as gerações futuras como um todo.

Além disso, quando incluímos sustentabilidade como pilar de atuação de uma empresa, as mais diversas demandas que a sociedade possui passam a integrar a tomada de decisão do corpo diretivo, o que gera credibilidade para todos aqueles que atuam em conjunto com a empresa.

Ao implementar uma estrutura sustentável, sendo ela mínima ou não, toda empresa passa a se relacionar diretamente com práticas de Sustentabilidade, Sociais e de Governança, as quais em inglês possuem a sigla ESG (Environmental, Social e Governance), cujas demais siglas também serão discutidas nos próximos textos.


Integridade, Compliance, Desempenho Financeiro e Mitigação de Riscos:

Os processos de compliance das diretrizes ESG garantem que as empresas adotem práticas de negócios sustentáveis que reduzam os impactos negativos e comprometam a sustentabilidade de suas operações. A conformidade com os padrões ESG leva a uma melhor gestão ambiental e contribui para um futuro mais sustentável. Adicionalmente, compliance com a dimensão social do ESG implica priorizar o bem-estar dos funcionários, clientes, comunidades e outras partes interessadas. As empresas que adotam práticas trabalhistas justas, iniciativas de diversidade e inclusão e priorizam o bem-estar dos funcionários constroem uma cultura corporativa positiva. Essas organizações promovem um ambiente de confiança, motivação e lealdade entre os funcionários, levando ao aumento da produtividade, redução da rotatividade e maior satisfação do cliente.

A conformidade com as práticas ESG ajuda as organizações a identificar e mitigar possíveis riscos financeiros e de reputação. Ao integrar fatores ESG em seus processos de tomada de decisão, as empresas podem avaliar e gerenciar riscos associados a mudanças climáticas, mudanças regulatórias, interrupções na cadeia de suprimentos e outras questões relacionadas à sustentabilidade. Essa abordagem proativa permite que as empresas se adaptem às tendências do mercado em evolução e minimizem os impactos negativos de eventos imprevistos, protegendo sua estabilidade financeira e reputação.

Ou seja, mais do que apenas um custo, a conformidade com os padrões ESG pode fornecer às organizações uma vantagem competitiva. Em uma era em que os consumidores estão cada vez mais conscientes da sustentabilidade e das práticas éticas, as empresas que demonstram comprometimento com os princípios ESG ganham uma percepção favorável do mercado. Os investidores também estão mais inclinados a apoiar empresas que priorizam a conformidade ESG, pois sinaliza uma gestão responsável e com visão de futuro. A conformidade com as práticas ESG pode atrair uma base de clientes mais ampla, aumentar o valor da marca e melhorar a lucratividade a longo prazo.

Portanto, vários estudos mostraram uma correlação positiva entre a integração ESG e o desempenho financeiro das empresas. As empresas que priorizam os fatores ESG geralmente estão mais bem posicionadas para gerenciar riscos e capitalizar oportunidades em um mundo em rápida mudança. Por exemplo, as organizações que abordam proativamente os riscos relacionados às mudanças climáticas estão menos expostas a riscos regulatórios e físicos, garantindo a viabilidade a longo prazo. Além disso, as empresas que priorizam a responsabilidade social tendem a atrair e reter os melhores talentos, aprimorando a inovação e o desempenho geral.

Atualmente, as partes interessadas, incluindo investidores, funcionários, clientes e comunidades, esperam que as empresas operem de forma responsável e transparente. A conformidade com os princípios ESG ajuda as empresas a atender a essas expectativas, estabelecendo confiança e promovendo relacionamentos de longo prazo com as partes interessadas. Ao incorporar as contribuições das partes interessadas, mantendo os padrões éticos e sendo responsáveis por suas ações, as organizações podem construir parcerias mais fortes e garantir a sustentabilidade de suas operações.

O ESG representa uma abordagem transformadora de investimento que considera o impacto mais amplo dos negócios no meio ambiente, na sociedade e na governança. A adoção dos princípios ESG permite que os investidores alinhem suas metas financeiras com seus valores, impulsionando mudanças positivas e promovendo um futuro sustentável. Ao apoiar empresas que priorizam sustentabilidade, responsabilidade social e governança ética, os investidores têm o poder de moldar o comportamento corporativo e contribuir para uma economia global mais igualitária e resiliente. À medida que o ESG continua a ganhar impulso, ele tem o potencial de criar um mundo onde a lucratividade e as práticas de negócios responsáveis andam de mãos dadas, beneficiando tanto os investidores quanto a sociedade em geral.


Ética e Conduta por Compliance Tucumann

Área da filosofia que lida com princípios morais, valores e padrões de comportamento. Em resumo, estuda como separamos o certo do errado em nossas decisões pessoais e profissionais. A ética é a base de nossa sociedade, influenciando a maneira como interagimos uns com os outros e moldando nossas escolhas individuais e coletivas. Ela também é responsável por proporcionar um modelo para que indivíduos tomem decisões informadas, tanto no campo pessoal como profissional.

Cada pessoa é responsável pelos seus atos e o impacto sobre os outros.  E é a ética que obriga os indivíduos a reconhecerem seus deveres para com a sociedade e a agirem de maneira que contribua positivamente para o bem comum.

Já no âmbito profissional, a ética desempenha um papel crítico na manutenção da integridade, confiança e credibilidade. Nos negócios, por exemplo, orienta as organizações a tomar decisões que sejam não apenas lucrativas, mas também socialmente responsáveis. As empresas estão cada vez mais sendo requeridas a considerar o impacto ambiental de suas operações, a manter práticas trabalhistas justas e a priorizar a transparência e o bem-estar do consumidor.

A Tucumann Engenharia, em suas operações, trabalha com os mais elevados padrões de conduta ética empresarial, no relacionamento com colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores. Para que esses padrões sejam atingidos, é fundamental que cada pessoa envolvida conduza seu trabalho com honestidade e transparência, sempre escalando o problema para a gestão ou ao canal de compliance em caso de qualquer dúvida.
A manutenção dos princípios éticos pode contribuir para um futuro mais justo, compassivo e sustentável para todos.


ESG: Investimento sustentável para um futuro melhor

Nos últimos anos, os temas de meio-ambiente, responsabilidade social e governança (ESG) ganharam força significativa no mundo das finanças e investimentos. Mas o que exatamente vem a ser ESG? 

Originalmente, ESG se refere a um conjunto de critérios que os investidores consideram ao avaliar o impacto ambiental, social e de governança de um projeto, empresa ou organização. Ou seja, ESG vem a ser de grande importância na atualidade, com especial destaque para seu potencial para gerar mudanças positivas e criar um futuro sustentável para as próximas gerações. A estruturação de projetos de infraestrutura requer uma análise cada vez mais sofisticada sobre os impactos ao meio-ambiente, ao entorno social e qual o modelo de governança e controle será adotado, com o objetivo de trazer mais previsibilidade aos investidores e racionalidade na gestão de riscos associados ao projeto.

Fatores Ambientais:

O "E" em ESG representa a dimensão ambiental, que se concentra no impacto de uma empresa na natureza, no meio-ambiente que influencia. Como importantes fatores ambientais a serem considerados podemos destacar emissões de carbono, uso de recursos naturais, gerenciamento de resíduos e estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Com a crescente conscientização sobre as mudanças climáticas e suas possíveis consequências, os investidores estão se preocupando mais com as práticas ambientais das empresas ao tomar suas decisões de investimento. Ao incorporar fatores ESG, os investidores podem apoiar ativamente empresas que adotam práticas sustentáveis, promovem energia renovável e implementam estratégias para reduzir a sua “pegada ambiental”. Isso, por sua vez, incentiva as empresas a se tornarem mais responsáveis ambientalmente e contribui para a transição para uma economia de baixo carbono.

Fatores sociais:

O "S" em ESG remete ao conjunto de fatores relacionados à responsabilidade social, que incluem o impacto de uma empresa na sociedade em está inserida, incluindo o tratamento de funcionários, relações com a comunidade, práticas de diversidade e inclusão, e respeito aos direitos do consumidor. Em um contexto em em que as questões sociais estão na vanguarda do discurso público, os investidores reconhecem a importância de apoiar empresas que defendem fortes valores sociais e contribuem positivamente para as comunidades em que operam. Ao considerar fatores sociais nas decisões de investimento, os investidores podem incentivar práticas trabalhistas justas, apoiar empresas que priorizam a diversidade e a inclusão e promovem uma cultura de cidadania corporativa responsável. Isso não apenas ajuda a criar uma sociedade mais equitativa, mas também aumenta a sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

Fatores de Governança:

O "G" em ESG representa governança, que se concentra nas estruturas, políticas e práticas internas de uma empresa. A boa governança corporativa garante transparência, responsabilidade e tomada de decisão ética. Empresas com estruturas de governança sólidas têm maior probabilidade de tomar decisões adequadas e coerentes no longo prazo, mitigando riscos e protegendo os interesses dos acionistas, clientes, funcionários e fornecedores. A incorporação de fatores de governança na análise de investimentos promove a liderança responsável e desencoraja práticas antiéticas, como corrupção e fraude. Ao investir em empresas com estruturas de governança robustas, os investidores podem desempenhar um papel na formação do cenário de negócios para maior transparência e conduta ética.


Social

Em continuidade aos conceitos de Compliance discutidos até agora, entendemos que, para que os colaboradores tenham uma boa assimilação e compreensão do nosso Programa de Compliance, é de grande relevância retomarmos as definições de ESG.

Recentemente, explicamos que o conjunto de condutas adotado pela Companhia, bem como a sua estratégia de negócio, possui elementos que vão muito além dos aspectos estritamente financeiros.

A essa interação entre as nossas condutas, o mundo e a maneira como impactamos o ambiente que nos cerca chamamos de sustentabilidade.

Esclarecemos ainda que ao investir em uma estrutura sustentável passa, nos dias de hoje pela adoção das práticas padronizadas internacionalmente como ESG, referentes a  meio ambiente, responsabilidade social e de governança, as quais em inglês possuem a sigla (Environmental, Social e Governance).

Contudo, é importante lembrar que esse conjunto de condutas adotado pela Companhia mencionado anteriormente não reflete exclusivamente o cotidiano da empresa, mas também impactos que podem tanto ser positivos quanto negativos a sociedade como um todo.

Entretanto, em termos práticos, o que isso significa?

Quando adotamos valores e princípios, como ética, integridade, cooperação e responsabilidade – todos este descritos na nossa Política de Ética e Conduta, há um compromisso de produzir impactos positivosna nossa sociedade e, assim, gerar uma reputação favorável para a nossa marca.

A esse compromisso é o que chamamos de Social da sigla ESG, já mencionada.

A concretização de tais valores e princípios também ocorre por meio da implementação de Política Sociais, que na Tucumann se dá por meio de uma relação humanizada com todos os colaboradores, a valorização de boas práticas em geral e apoio a instituições, como a parceria que a Tucumann possui há mais de 10 anos com o Complexo Pequeno Príncipe, que envolve o Hospital Pequeno Príncipe, a Faculdade Pequeno Príncipe e o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe.

Frisamos, contudo, que o desenvolvimento de políticas e iniciativas sociais relevantes para a sociedade é um verdadeiro desafio que depende tanto do reconhecimento de demandas sociais, da conciliação entre a atuação da empresa e a sociedade, e, principalmente dos nossos colabores que devem sempre rememorar que temos como propósito de constituir uma sociedade mais justa e digna para todos, tanto dentro como fora da Tucumann.


O Assédio Moral no Ambiente de Trabalho – O Papel de Cada um

O que vem a ser exatamente assédio?

Conceitualmente, assédio no ambiente de trabalho pode ser definido como violação à dignidade de outra pessoa, causando danos. Consiste no ato de ofender reiteradamente a dignidade de alguém causando-lhe dano ou sofrimento físico ou mental, no exercício de emprego, cargo ou função. Esses danos podem acontecer na forma de insultos, coação e demais atos que possam constranger a pessoa ou lhe causar qualquer impacto em sua vida pessoal ou profissional.

Existem quatro casos que podem ser classificados como assédio psicológico:

  1. Assédio vertical para baixo, quando uma pessoa em nível hierárquico mais elevado recorre à brutalidade contra subordinados, diretos ou indiretos.
  2. Quando um subordinado se envolve em ato de assédio a seu superior, denominamos de assédio vertical para cima.
  3. Quando a prática é realizada por funcionários no mesmo nível de hierarquia sem relações de subordinação, chamamos de “bullying hexagonal”.
  4. Quando a pessoa é assediada por todos, desde colegas de trabalho até o chefe, chamamos de bullying misto pois existe um assediador vertical e horizontal concomitantemente.

O assédio moral pode ocorrer pelas mais diversas razões, mas sempre discriminando a vítima, que é hostilizada, inferiorizada ou satirizada, o que acaba afetando sua autoestima, e até sua saúde. É uma conduta amplamente perversa, que desestabiliza a vítima por meio de uma dominação psicológica por parte do algoz, que age reiterada e intencionalmente.

O agressor usualmente visa obter a dominação psicológica da vítima, a qual se submete inconscientemente à situação degradante por acreditar ter dado causa aos atos violentos do perverso agressor. O assediador faz a pessoa tomada como alvo acreditar que não tem competência, indigna, e por isso é merecedora da violência a que está sendo submetida, tornando-se cúmplice de seu agressor. Uma espécie de realimentação perversa. anos de detenção.

De acordo com a legislação, existe o crime de “Constrangimento Ilegal”, que consiste em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda.

E quanto ao assédio sexual?

Este é uma modalidade de assédio em que a vítima sofre constrangimento com conotação sexual no ambiente de trabalho, usualmente por pessoa que utiliza sua posição hierárquica superior ou sua influência para obter o que deseja.

Às vezes, o assédio sexual começa com atos simples, como uma abordagem mais atrevida ou desrespeitosa, mas caso a prática seja repetida contra a vontade da vítima já se configuraria o assédio, portanto, é bom ficar atento aos detalhes. A diferença entre “cantadas” e assédios está apenas no consentimento.

No Brasil, o assédio sexual é crime descrito no Código Penal, com pena prevista de um a dois anos. 

Qual o papel da empresa?

As empresas não devem tolerar absolutamente nenhum caso de assédio em suas operações, seja envolvendo funcionários, prestadores de serviço contratados, parceiros, clientes e fornecedores. 

A área de Compliance da empresa é responsável por divulgar a expectativa de conduta de todos os envolvidos. As políticas de Integridade e Conduta devem esclarecer as condutas e ações inaceitáveis, e todos têm a responsabilidade de, se identificado algum desvio de conduta, reportar o caso ao superior imediato ou ao canal de denúncias da empresa.

O Canal de Compliance, ao receber denúncias, deve proceder investigação independente e sigilosa, confirmando os fatos e elaborando relatório para o board de diretores, que devem decidir pela ação de remediação mais adequada. Os fatos devem ser investigados de maneira sigilosa e independente, e o caso, se comprovado, deve ser encaminhado para medidas legais e disciplinares pela direção.




O que é um Programa de Compliance?

Em continuidade a nossa conversa sobre Compliance, é importante compreendermos os elementos e rotinas que integram qualquer Programa de Compliance.

Dos conceitos trazidos anteriormente, é possível deduzir então que o Programa de Compliance consiste em um sistema de prevenção de eventos que possam trazer impactos para o dia-a-dia da empresa, por meio da construção de um ambiente profissional pautado no bem-estar de todos e, acima de tudo, íntegro, sempre atuando de modo transparente e de acordo com a legislação e normas internas de ética e conduta.

Em nosso último texto, explicamos que a Tucumann possui uma Política de Conduta e Ética com a descrição de várias situações e procedimentos enfrentados no dia a dia e destacamos a importância de cada colaborador fazer amplo uso da Política de Conduta e Ética em qualquer situação que julgar necessária. 

Mas como estruturamos um Programa de Compliance? Como parte do programa, um dos temas mais sensíveis para a gestão é a avaliação de riscos relativos a toda atividade empresarial, especialmente aqueles relacionados à contratação de fornecedores, funcionários, clientes e parceiros. 

Especificadamente quanto aos nossos colaboradores – nossos funcionários, diretores e todos os demais terceirizados que contribuem para o sucesso empresarial da Tucumann -, é necessário destacar que quanto maior a responsabilidade e autonomia funcionais, mais detalhada deve ser esta análise de riscos, que consiste em levantamento de fatos pertinentes à vida profissional e pessoal do colaborador.

O objetivo de tal rotina, que em Compliance chamamos de background checking, é identificar possíveis problemas de conduta e potenciais conflitos de interesse na atuação de cada colaborador. Ou seja, como prevenção de riscos, Programa de Compliance busca antecipar problemas e evitar seus impactos na gestão de processos críticos da empresa.

Um bom exemplo de potencial conflito de interesse seria a contratação de profissional com participação em empresas concorrentes para cargos estratégicos, uma vez que eventual tomada de decisão empresarial pode ser contaminada por interesses empresariais oriundos de outras funções. A mesma lógica se aplica nas indicações de colaboradores com conexões de primeiro grau, como parentes e amigos íntimos.

Para tanto, o background checking, atividade fundamental e obrigatória em qualquer Programa de Compliance, prevê controles sobre seleção e contratação de colaboradores que representarão a empresa e tomarão decisões em seu nome, por meio da verificação de informações sobre seu passado profissional e pessoal que possam apontar para (i) potencial conflito de interesse profissional ou pessoal, ou ainda (ii) episódios de potencial envolvimento em problemas integridade empresarial (fraudes, lavagem de dinheiro, corrupção, improbidade etc.). 

Qualquer empresa íntegra e que busca uma atuação sólida no mercado, como a Tucumann, deve demonstrar que gerencia adequadamente o risco decorrente de relacionamentos com funcionários, fornecedores e parceiros não apenas por exigência regulatória, mas pela necessidade de demonstrar transparência na gestão de seus negócios, evidenciando foco em boa governança e previsibilidade de resultados.




O que é integridade?

Quando falamos de boas práticas e bem-estar em âmbitos gerais, constantemente nos deparamos com a palavra integridade. Mas você sabe o que é integridade e qual o impacto dessa expressão no seu dia a dia?

Se a resposta for negativa, não fique intimidado. Muitas são as dúvidas que pairam sobre o seu significado e aplicação prática deste conceito, porém, é o objetivo deste breve texto te ajudar a compreender.

A primeira ideia importante que precisamos ter para compreender claramente este tema é que quase impossível dissociar a palavra integridade de conduta, e o motivo para isso é quase intuitivo.

Toda vez que vamos praticar uma ação ou tomar uma decisão, a nossa mente involuntariamente traz valores, crenças e convicções à tona e que vão guiar maneira como nos comportamos. Na grande maioria dos casos, essas noções nós aprendemos com os exemplos que trazemos de nossas famílias e das pessoas que nos inspiraram na vida. 

A esse conjunto de ações que praticamos no nosso cotidiano damos o nome de conduta.  Nascemos e crescemos em ambientes nos fazem naturalmente assimilar esses valores mais universais, de acordo com a cultura e normas sociais. 

Esse coletivo de valores formam os princípios e a moral de uma determinada sociedade é por isso que não precisamos saber das leis brasileiras para agir corretamente. Temos a consciência que matar e roubar, dentre inúmeras outras ações, são condutas reprováveis.

Assim, quando as nossas condutas refletem os princípios e a moral que temos chamamos isso de integridade, ou seja, integridade é ser honesto, confiável, e fiel a seus princípios e valores morais, de modo que integridade pessoal é “fazer a coisa certa (através de seu discurso, ações e crenças) quando ninguém está olhando”. 

Entendemos que fazer a coisa certa requer coragem e grande disposição, pois muitas vezes essa “coisa certa” não é a opção mais fácil ou conveniente para cada um.

Mas, como saber se nossos princípios e valores estão alinhados com outras áreas além da pessoal? Como agir em determinadas situações em que nossos valores possam ser conflitantes?

Com o objetivo de esclarecer dúvidas e auxiliar a todos a identificar condutas alinhadas com os valores e princípios que norteiam qualquer empresa, a Tucumann possui uma Política de Conduta e Ética com a descrição de várias situações e procedimentos.

É de grande importância que todo colaborador se utilize da Política de Conduta e Ética em qualquer situação que julgar necessária para que possamos assim construir um ambiente profissional pautado no bem-estar de todos e, acima de tudo, íntegro.