Praia do Paraná supera Camboriú e faz maior alargamento de orla do país

MATINHOS (PR) e RIO DE JANEIRO

A maior obra de alargamento de praia em execução no país enfrentou contestações do Ministério Público, críticas sobre seu licenciamento e a areia utilizada, mas é uma das apostas da cidade para ampliar o turismo após décadas de erosão costeira.

Sem a fama de Balneário Camboriú (SC), a pequena cidade de Matinhos, no litoral do Paraná, realizou uma engorda em suas praias há um ano com 3,2 milhões de metros cúbicos de areia, o equivalente a 220 mil caminhões no cálculo do IAT (Instituto Água e Terra), órgão do governo estadual responsável pela gestão da obra.

Banhistas e pescadores na areia a orla no Pico de Matinhos tendo ao fundo o espigão e os tetrápodes (blocos de concreto projetados para proteger o litoral da erosão), parte da megaobra que incluiu alargamento da praia. - Karime Xavier/Folhapress

O volume de areia é superior ao depositado nas praias de Camboriú (2,7 milhões de m³), cuja ampliação foi concluída no final de 2021. A intervenção também conta com três enormes estruturas construídas para "segurar" os sedimentos na praia.

O alargamento integra uma megaobra que o governo estadual executa perto do mar. Além da ampliação da praia em uma extensão de 6,3 km, inclui novos calçamentos e ciclovias na orla, recuperação da restinga e drenagem, na tentativa de reduzir os recorrentes alagamentos na cidade.

Mas, no bojo das ações civis públicas envolvendo a orla de Matinhos, são apontados, por exemplo, plantio indevido de vegetação exótica em alguns pontos da área de restinga e falta de informação sobre eventuais danos ambientais gerados pela obra.

A participação do IAT ao emitir as licenças ambientais para a obra também foi contestada. Na visão do Ministério Público, isso deveria ter sido feito pelo Ibama, e não pelo órgão estadual que também é responsável pela gestão da obra, em uma espécie de "autolicenciamento" —comum em outras obras do tipo no país.

A Justiça Federal não anulou as licenças ambientais emitidas pelo IAT, como havia pedido o Ministério Público, mas determinou, em junho, que o Ibama passe a acompanhar de perto a obra, apontando as medidas compensatórias que entender necessárias.

A obra teve também, em seu início, questionamento sobre a indefinição da origem da areia que seria jogada na praia. Nota técnica da UFPR (Universidade Federal do Paraná) em 2020 apontou que a jazida descrita no projeto não tinha areia com a característica adequada nem volume suficiente para atender à demanda.

Matinhos (PR) tem a maior obra de alargamento do país, com uso de 3,2 milhões de m³ de areia; a megaobra também ergueu três enormes estruturas (um espigão e dois headland) construídas para "segurar" os sedimentos na praia. - Karime Xavier/Folhapress

"Quando estavam fazendo a engorda, a jazida não estava bem definida. Quando começaram a fazer o estudo e contratar a draga, pelos dados que eu via, não estava claro se tinha areia suficiente e se tinha qualidade necessária para fazer a alimentação", disse Rodolfo Angulo, professor de geologia da UFPR.

De acordo com o oceanógrafo Antônio Klein, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), as falhas na identificação das jazidas são comuns no país.

"Sem jazida, não tem projeto. Não se sabe o investimento, nem qual será a forma da praia resultante. Como estes projetos são novos no Brasil, ainda há deficiências na busca da jazida", afirma.

O diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luis Scroccaro, afirmou que foi identificada após a conclusão do projeto uma jazida adequada para a obra.

"O estudo para usar o material retirado da dragagem do canal da Galheta [ideia original] foi uma suposição, mas isso não prosperou. Foi usada uma jazida de grande porte, de 4.500 metros de distância da faixa de Matinhos, compatível com a areia da praia. Ficou uma areia limpa", disse ele.

Governo diz que quase 90% da obra em Matinhos (PR) está concluída e que o órgão estadual vai monitorar as mudanças na faixa de areia por mais três anos e meio - Karime Xavier/Folhapress

Segundo o IAT, quase 90% da obra está concluída. Scroccaro disse que o órgão estadual monitora as mudanças na faixa de areia por mais três anos e meio. Segundo ele, uma draga de pequeno porte pode ser eventualmente utilizada no período, para transferir areia de um lado para outro, se houver necessidade.

"O mar trabalha. Então tem período que ele tira areia da praia e leva para dentro do mar e depois repõe a areia de volta para a praia. Isso vai ser um movimento constante", diz ele.

A nova faixa de areia foi deixada entre 70 a 100 metros da largura. "Mas é o próprio mar que vai se encarregando de estabilizar. Estamos monitorando para saber o que pode acontecer", afirma ele.

OBRA ERA ESPERADA HÁ DÉCADAS POR MORADORES

Moradores, setor imobiliário, trabalhadores do comércio e da hotelaria já sentem o impacto da obra, que está custando R$ 314,9 milhões, bancado pelo governo estadual.

"Já fez bem para a autoestima do morador de Matinhos. Gente daqui voltou a frequentar a praia, comércio está investindo. Tem um movimento diferente", diz o secretário municipal do Turismo e Desenvolvimento Econômico, José Luís Leal.

Segundo ele, as quadras perto da orla foram valorizadas desde o fim do engordamento artificial. "Houve um aumento do valor dos imóveis em torno de 25%. E a gente já vê também as construtoras buscando terrenos", avalia ele.

"Principalmente na região do Flamingo, fez diferença. Estava todo mundo vendendo as casas ali a preço de banana. Isso mudou", diz o gerente de restaurante Vagno Santana, 51, morador de Matinhos.

Mais próximo da praia do Flamingo, o garçom Sinomar Vieira Gonçalves Filho, 28, conta que a água do mar batia na entrada do restaurante onde trabalha.

"Mudou o visual da cidade. E agora tem final de semana que bomba, mesmo fora de temporada, como em Camboriú", diz ele, apontando para as mesinhas do restaurante que agora ocupam uma parte da "areia nova".

O surfista paranaense Péricles Dimitri, 37, considera a obra positiva para Matinhos, mas afirma que as ondas foram afetadas.

"Continua tendo onda, está boa, mas deu uma leve prejudicada na onda lá atrás das pedras [do Pico de Matinhos], que era a seção mais importante que a gente tinha, que é onde rolavam os tubos", explica ele.

Matinhos é conhecida por formar atletas de surf.

"Na praia Brava, também era um local de treino, e a onda não tem mais a qualidade que tinha. Antes a gente conseguia fazer quatro manobras. Hoje a gente consegue fazer duas. A onda ficou curtinha", diz Dimitri, que dá aulas da modalidade na cidade.

Por outro lado, as mesmas estruturas marítimas também geraram outros "picos de ondas", criando novos locais para a prática de surf. "Teve benefício também", comenta ele.

O IAT afirma que a engorda artificial foi feita nos trechos onde a erosão era mais grave. Uma segunda obra está nos planos, entre os balneários Flórida e Saint Etienne, em um trecho de 1,7 quilômetro.

A prefeitura de Guaratuba, vizinha de Matinhos, também já tem estudos em andamento para engordar suas praias.


SÉRIE MOSTRA EFEITO DE OBRAS EM PRAIAS BRASILEIRAS

A série Praias Alteradas ouviu especialistas e autoridades envolvidas nas dezenas de obras realizadas nos últimos anos no litoral do país. As reportagens mostram quais os motivos que levaram aos investimentos, as falhas nos projetos e possíveis consequências futuras com a alteração da costa brasileira.

Os textos também vão apontar quais os impactos locais das intervenções e como muitas falhas se repetem em diferentes municípios do país, que não contam com uma integração regional ou nacional para combater a erosão costeira.

FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/praia-do-pr-supera-justica-faz-engorda-maior-do-que-camboriu-e-aposta-no-turismo.shtml


Matinhos prevê crescimento de 40% no comércio após revitalização da orla

Uma projeção da Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima) prevê um aumento de até 40% nas vendas da atual temporada de verão.

Parte do resultado positivo é atribuído à revitalização da orla. As obras, com investimentos de R$ 314,9 milhões pelo Governo do Paraná, estão 92,3% concluídas.

Estabelecimentos que trabalham em contato direto com os veranistas colhem os melhores resultados. É o caso de bares, restaurantes, lojas e pousadas.

“O turista que veio ano passado e voltou esse ano viu muita coisa mudando”, avalia o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Matinhos, Felipe Nascimento.

COMÉRCIO REGISTRA ALTA NAS VENDAS

As vendas também aumentaram no tradicional Mercado de Peixes de Matinhos.

Dados da Associação Amigos e Pescadores de Matinhos (APM) indicam que o número de funcionários trabalhando em cada um dos 24 boxes passou de dois para quatro.

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Gabriel Rosa/AEN

REVITALIZAÇÃO DA ORLA DE MATINHOS

Segundo o Governo do Paraná, a fase inicial das obras de revitalização da orla de Matinhos, no litoral do Paraná, estão praticamente concluídas.

A primeira etapa, com orçamento de R$ 314,9 milhões, abrangeu a engorda da faixa de areia, canais de macrodrenagem e revitalização urbanística da orla.

Ao todo, as intervenções aconteceram em um trecho de 6,3 quilômetros entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida.

Na segunda etapa, ainda sem previsão de início, as melhorias alcançam um trecho de 1,7 quilômetro entre os balneários Flórida e Saint Etienne.

Os locais receberão novos equipamentos urbanos, como ciclovia, pista de caminhada e corrida, pista de acessibilidade e calçada.

 

FONTE: https://www.paranaportal.com.br/negocios/matinhos-comercio-crescimento-apos-revitalizacao-orla/


Orla de Matinhos renovada: comerciantes comemoram o impulso econômico diante do crescente fluxo de veranistas

As obras de revitalização da orla de Matinhos, iniciadas em junho de 2022, estão transformando não apenas a paisagem da cidade, mas também impulsionando a economia local. Com um investimento de R$ 314,9 milhões por parte do Governo do Estado, a intervenção abrange a engorda da faixa de areia, estruturas marítimas semirrígidas, canais de macrodrenagem, redes de microdrenagem e revitalização urbanística, incluindo o plantio de árvores nativas.

Em dezembro de 2023, as obras atingiram 89% de conclusão, com previsão de término para o segundo semestre de 2024. Esta é a principal intervenção urbana da história do Litoral do Paraná, buscando minimizar os impactos causados pelo desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e ressacas na região.

Para o prefeito de Matinhos, José Carlos do Espírito Santo (Podemos), o Zé da Ecler, a revitalização da orla, somado aos esforços da Administração Municipal, não apenas transformou a paisagem, mas também injetou vida na economia local, proporcionando aos comerciantes e moradores locais uma perspectiva otimista para os próximos meses. “O sucesso da iniciativa ressalta a importância de investimentos em infraestrutura para impulsionar o turismo e o desenvolvimento econômico em Matinhos”, afirma.

Como destacado pelo prefeito, a transformação visual da praia já está refletindo positivamente na economia, com a cidade atraindo milhares de turistas nesta temporada de verão. Apenas na virada de 2023 para 2024, Matinhos recebeu 250 mil pessoas.

Aumento nas vendas

A mudança é percebida não apenas pelos visitantes, mas também pelos comerciantes locais. Aparecido Conceição, de 72 anos, tem um quiosque na orla, em Caiobá, há nove anos; ele compartilha seu entusiasmo ao JB Litoral.

Estamos neste novo quiosque desde agosto do ano passado, um período de muita chuva, e começou a melhorar apenas a partir de dezembro. Essa revitalização da orla trouxe um ânimo para nós, uma expectativa muito grande e, inclusive, valorizou até mesmo os imóveis“, diz.

Ele ainda destaca o impacto positivo nas vendas e na economia da cidade. “Muitos turistas que passam pelo quiosque comentam que estão muito satisfeitos com a cidade, que a orla está ficando maravilhosa. Nesta temporada de 2023/2024, temos visto uma quantidade muito maior de veranistas, o que tem dado um up no comércio e na economia“, comenta.

A temporada promete ser um respiro para os comerciantes, após dois anos de desafios impostos pela pandemia. “Apesar de a temporada estar apenas começando, já dá para notar uma maior venda e o comércio bem aquecido. Essa revitalização nos traz bastante expectativa, nos deixa esperançosos e alegres, pois viemos de dois anos de uma pandemia que dificultou muito as nossas vidas“, finaliza.

Seu Aparecido Conceição tem um quiosque na orla de Caiobá há nove anos, ele está animado com a temporada de 2023/2024. Foto: Rafael Pinheiro/JB Litoral

Expectativa altas para os próximos meses

Ambulantes também comemoram os resultados positivos. Ricardo dos Santos, ambulante na orla, participa de sua primeira temporada em Matinhos.

A gente vem trabalhando desde novembro na areia e cada dia as vendas estão melhorando mais. A expectativa para o decorrer da temporada é ainda melhor, especialmente durante o Carnaval. Por ser nossa primeira temporada, estamos muito felizes com os resultados“, afirma.

Ricardo dos Santos, ambulante na orla, participa de sua primeira temporada em Matinhos e está contente com os resultados das vendas. Foto: Rafael Pinheiro/JB Litoral

Já Lucas Rodolfo Pereira, vendedor de sorvete nas areias das praias de Matinhos há cinco anos, destaca a melhoria na faixa de areia e o aumento do movimento. “Essa temporada está sendo a melhor dos últimos anos. Aumentou a faixa de areia e, consequentemente, o número de pessoas na praia, que consomem bastante. Meus colegas também têm comentado que essa tem sido a melhor das últimas temporadas“, comemora.

Ele observa um aumento significativo nas vendas em comparação com o ano passado. “Com relação à temporada de 2022/2023, minhas vendas aumentaram cerca de 20%, e a expectativa para esse verão que acabou de começar é muito boa. Tem muito chão ainda, até depois do Carnaval, também tem muitos shows que atraem milhares de pessoas para cá“, diz animado.

O ambulante Lucas Rodolfo conta que suas vendas já aumentaram 20% em relação ao mesmo período da temporada passada. Foto: Rafael Pinheiro/JB Litoral

Turistas retornando ao Litoral

Os comerciantes da Feira Expoverão de Matinhos também compartilham a empolgação. Cleusa de Souza Passos, vendedora há mais de 50 anos e há 10 na feirinha, ressalta a surpresa positiva nesta temporada.

Essa temporada tem sido uma surpresa boa para nós. Tem muitos turistas em Matinhos por conta dos shows gratuitos e também da revitalização da orla, que ficou maravilhosa“, avalia.

Cleusa Passos, vendedora há 10 anos na feirinha, ressalta a surpresa positiva nesta temporada. Foto: Rafael Pinheiro/JB Litoral

Ela percebe um aumento nas vendas, indicando que a cidade está reconquistando turistas que antes optavam por destinos vizinhos. “Com tantas pessoas vindos para cá, as vendas também melhoraram. Acredito que as pessoas que nos últimos anos estavam preferindo ir para as praias de Santa Catarina, agora estão retornando para o Litoral. A expectativa é ainda melhor para os próximos meses“, diz.

Noeli Ouriques, vendedora na feira há 24 anos, destaca os benefícios da temporada de 2023/2024. “Esta temporada está sendo ótima tanto em função do calor quanto da revitalização da orla, que tem atraído muitos turistas. As vendas aumentaram com relação ao ano passado, ainda não fiz o cálculo, mas é perceptível o aumento“, conclui.

Noeli Ouriques tem um estande na feira há 24 anos e conta que já percebeu um aumento nas vendas. Foto: Rafael Pinheiro/JB Litoral

 

Por Luiza Rampelotti

FONTE: https://jblitoral.com.br/orla-de-matinhos-renovada-comerciantes-comemoram-o-impulso-economico-diante-do-crescente-fluxo-de-veranistas/

 


Com avanço na microdrenagem, revitalização da Orla de Matinhos chega a 87%

MATINHOS - Puxada pelo avanço nas obras de microdrenagem, a revitalização da Orla de Matinhos, principal intervenção urbana da história do Litoral do Paraná, alcançou 87,1% de conclusão em setembro. O novo balanço foi divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Água e Terra (IAT) em parceria com o Consórcio Sambaqui, grupo de empresas responsável pelas obras, vencedor da licitação pública.

A recuperação do balneário está dentro do cronograma previamente estabelecido, com previsão de término para o segundo semestre de 2024. O investimento do Governo do Estado é de R$ 314,9 milhões.

De acordo com o levantamento, os trabalhos de microdrenagem atingiram 21,5% ante 16% em agosto. Já o processo de macrodrenagem está 90% finalizado. É justamente na nova formatação do novo sistema de drenagem (macro + micro) que a obra está concentrada atualmente. Essa ação vai exercer papel fundamental no controle e diminuição das cheias e enchentes que sempre prejudicaram a cidade.

“Esses serviços vão diminuir e muito as cheias em toda a região de Matinhos. São 23 quilômetros de microdrenagem e mais de mil metros de macrodrenagem”, afirmou o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro. “Essas fases se completam com a macrodrenagem, escoando a água que recebe do sistema da micro. A integração permite ganhar cota, caimento para a água com as canaletas em U. Tudo isso faz com que o escoamento para o mar seja mais rápido”.

O sistema de microdrenagem terá 23 quilômetros das novas canaletas e começou a ser instalado em maio, com um investimento de R$ 39,2 milhões. Já com relação à macrodrenagem, as intervenções estão sendo feitas desde junho do ano passado no canal da Avenida Paraná no bairro do Tabuleiro, em Caiobá. Um trecho de 1,5 quilômetro do canal está sendo alargado para minimizar a quantidade de água que chega ao Rio Matinhos e, assim, reduzindo as cheias e melhorando a vida de uma grande parcela de moradores do bairro.

O projeto prevê deixar o canal com sete metros de largura, em concreto formatado como um U (na base e nas laterais), aumentando a velocidade do escoamento e diminuindo o nível de alagamento. O investimento é de pouco mais de R$ 10 milhões.

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MAIS AVANÇOS – O relatório aponta também que algumas das estruturas que compõe o projeto já estão completamente concluídas. São os casos do espigão da Praia Brava; guia de correntes da Avenida Paraná; e os headlands dos balneários Riviera e Flórida. A construção dos guias-correntes de Matinhos está em 88%. A urbanização de Caiobá chegou em 69% e a dos demais balneários a 76%. Já o plantio da restinga está em 73%.

Além disso, 100% dos tetrápodes foram lançados na Praia Brava (340 peças), Flórida (681), Riviera (681), Rio Matinhos Norte (469) e Paraná Sul (1.241). Já os tetrápodes lançados no Rio Matinhos Sul atingiram 41%, ou 520 estruturas – os tetrápodes são peças de concreto com cerca de 3 metros de altura e 4,3 metros cúbicos de volume, pesando, cada uma, entre 10 e 12 toneladas. São peças essenciais para evitar possíveis danos às estruturas marítimas.

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ETAPAS – A obra de revitalização da orla de Matinhos é feita em duas etapas, num valor total de R$ 500 milhões. A fase inicial, com orçamento de R$ 314,9 milhões, abrange serviços de engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico; estruturas marítimas semirrígidas; canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem e revitalização urbanística da orla marítima com o plantio de espécies nativas.

O projeto é acompanhado de melhorias na pavimentação asfáltica e recuperação de vias urbanas. O objetivo é minimizar os impactos gerados pela combinação do desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e fenômenos naturais, como chuvas fortes e ressacas que costumeiramente atingem o Litoral. Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura urbana, turística e de lazer em Matinhos.

As intervenções serão feitas ao longo de 6,3 quilômetros entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida. Em uma segunda etapa, ainda sem previsão de data, será recuperado o trecho de 1,7 quilômetro entre os balneários Flórida e Saint Etienne. Haverá, ainda, a instalação de novos equipamentos urbanos, como ciclovia, pista de caminhada e corrida, pista de acessibilidade e calçada.

Confira a mais recente atualização do andamento do Projeto de Recuperação da Orla de Matinhos:

Porcentual de execução da obra: 87,1% até setembro de 2023

Espigão da Praia Brava: 100%

Guias-Correntes da Avenida Paraná: 100%

Guias-Correntes de Matinhos: 88,5%

Headland Riviera: 100%

Headland Flórida: 100%

Urbanização Caiobá: 69,5%

Urbanização Balneários: 76%

Plantio de restinga em Caiobá: 73%

Macrodrenagem: 90%

Microdrenagem: 21,5%

Assentamento Macrodrenagem: 1.116 metros (87%)

Assentamento Microdrenagem: 2.736 metros (12,3%)

Tetrápodes lançados na Praia Brava: 340 (100%)

Tetrápodes lançados no Flórida: 681 (100%)

Tetrápodes lançados no Riviera: 681 (100%)

Tetrápodes lançados no Matinhos Norte: 469 (100%)

Tetrápodes lançados no Paraná Sul: 1.241 (100%)

Tetrápodes lançados no Rio Matinhos Sul: 520 (41%)

(Fonte: Agência Estadual de Notícias)

 

FONTE: http://www.convisao.com.br/publicacao/sites/cnc/2023/2023_10/materias/665407_407908/index.htm


Projeto da Orla de Matinhos está 70% concluído

A previsão é que a obra seja totalmente finalizada no segundo semestre de 2024

 Projeto da Orla de Matinhos está 70% concluído

Foto: Roberto Dziura/ AEN

O projeto de recuperação da Orla de Matinhos, no Litoral do Estado, está 70% concluído, conforme o relatório mensal do Instituto Água e Terra (IAT) divulgado nesta quarta-feira (01).

Algumas outras finalizações devem ser concluídas nos próximos dias. O documento do IAT aponta que o Espigão da Praia Brava atingiu 90% das obras.

Os trabalhos de microdrenagem estão previstos para começar em março, com o fim da temporada de verão, já que o número de pessoas no Litoral é menor neste período.

Para o diretor de Saneamento Ambiental do IAT, José Luiz Scroccaro, a recuperação da orla, além de valorizar a cidade de Matinhos, também colabora no controle das cheias no município.

O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, explica que o objetivo é realizar a obra de maneira sustentável, com o menor impacto ambiental possível.

Segundo o IAT, a previsão é que o projeto de recuperação da Orla de Matinhos seja totalmente finalizado no segundo semestre de 2024.

Reportagem: Leo Coelho


Vídeo! Espigão de Matinhos começa a ganhar forma; veja como está a obra

Após o engordamento da faixa de areia entre o canal da avenida Paraná e o Pico de Matinhos, no Litoral do Paraná, o primeiro espigão da obra de engorda da praia já começou a pegar forma. A estrutura garante segurança na estabilidade da areia da praia e vai permitir a revitalização urbanística da orla.

Na manhã desta terça-feira (11), o repórter fotográfico Almir Alves, do site Matinhos Agora, divulgou um vídeo que mostra a evolução das obras e o espigão já em uma forma delineada.

A implantação do espigão é um processo complexo e começa com a construção dos núcleos, que são compostos por tubos de geotêxtil de alta densidade preenchidos com areia. Após a execução do primeiro trecho do núcleo da estrutura, é construído um “caminho” de rochas, conforme a declive do projeto. Esta camada é denominada “carapaça” e é constituída por rochas de diversos tamanhos, aumentando conforme a estrutura adentra em direção ao mar.

Na extremidade das estruturas, em que a ação das ondas é maior, são colocados blocos de pedras ( tetrápodes) para compor a camada de carapaça. Por fim, no topo das estruturas, é executada uma camada em concreto que irá funcionar como um piso que, posteriormente, será integrado ao projeto paisagístico de revitalização urbanística da orla.

FONTE: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/parana/video-espigao-de-matinhos-comeca-a-ganhar-forma/


Engorda da praia de Matinhos já passa de 80% de conclusão

A engorda da faixa de areia em Matinhos, no Litoral do Paraná, já passa de 80% de conclusão. O trabalho foi finalizado na praia de Caiobá e no Balneário Riviera até o Pico de Matinhos. A draga Galileo Galilei, de origem belga, utilizada para retirar areia do fundo do mar, foi deslocada na última segunda-feira (3) para o balneário Riviera para finalizar a engorda no trecho que vai até o balneário Flórida. Faltam apenas 2,3 quilômetros.

A dragagem é uma das etapas do projeto de Recuperação da Orla de Matinhos, projeto que está sendo realizado pelo Governo do Estado para minimizar os impactos causados pelas cheias e maré alta na região. O projeto executivo foi elaborado pelo Instituto Água e Terra (IAT) e analisado pela equipe multidisciplinar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), através do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura. As obras são executadas pelo Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação.

“Praticamente cinco meses depois de iniciados os trabalhos, temos uma boa faixa de praia engordada com a draga”, explica o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Everton Souza. “A obra de revitalização da orla de Matinhos não é de embelezamento, mas objetiva benefício para as casas que sofrem com as chuvas torrenciais e maré alta”.

O investimento é de R$ 314,9 milhões para todas as intervenções. No total, serão 6,3 km de faixa de areia até 100 metros mais larga no Litoral, com o depósito de mais 2,7 milhões de metros cúbicos de areia na orla. Já foram depositadas nas praias do Litoral o equivalente a 170 mil caminhões de areia.

Além da engorda, já começaram as obras dos guias-correntes do Canal da Avenida Paraná. Também estão em construção o espigão do Pico de Matinhos, com 40% de obra concluída, e a urbanização da praia de Caiobá, que atinge neste momento 45% de conclusão. Estão sendo executadas na praia de Caiobá as obras de terraplanagem e recuperação urbanística; a implantação do petit pavê e meio-fio; o replantio de cerca de 2 mil metros da restinga. Em breve, será feito o asfaltamento.

Apesar dos avanços, o acesso à praia em Caiobá está por enquanto restrito a alguns pontos. Já o acesso à praia do Pico de Matinhos até o Balneário Riviera permanece fechado ao público, já que depende da estabilização da areia. Todo o trabalho de engorda deve acabar em novembro e a previsão é que os veranistas possam aproveitar a praia, já alargada, na próxima temporada de verão.

FONTE:https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Engorda-da-praia-de-Matinhos-ja-passa-de-80-de-conclusao


Projeto de recuperação da Orla segue e espigão começa a ser construído no Pico de Matinhos

Nesta semana a Prefeitura de Matinhos e o Instituto Água e Terra, o IAT, informaram que a Obra de Engorda da Orla de Matinhos entrou em outra fase; após a engorda da faixa de areia entre o canal da Avenida Paraná e o Pico de Matinhos, começaram as obras de construção do primeiro espigão na Orla.

De acordo com o projeto em execução, a estrutura em formato de espigão que está sendo construída serve para garantir a segurança na estabilidade da areia da praia; este primeiro espigão está sendo construído no Pico de Matinhos; além disso, a proteção costeira, iniciada em maio, segue em andamento.

No projeto em execução de recuperação da Orla de Matinhos está prevista a construção de dois espigões, um na altura do Morro da Pedro e outro na altura do Canal do Rio Matinhos; e, de acordo com a concessionária, a estimativa de entrega do primeiro é de quatro meses.

A construção do espigão é um processo complexo, ela começa com a construção dos núcleos, compostos por tubos de geotêxtil de alta densidade, preenchidos com areai; após isso, será construído o talude de rochas, que sustentarão o espigão, conforme a declividade prevista no projeto do IAT.

FONTE: https://litoranea.fm/projeto-de-recuperacao-orla-segue-espigao-comeca-a-ser-construido-no-pico-de-matinhos/


Matinhos tem câmeras de monitoramento que mostram as obras na orla ao vivo; confira

A engorda da faixa de areia, a operação da draga Galileo Galilei, a construção do primeiro espigão e outras obras do projeto de revitalização da orla de Matinhos, no Litoral do Paraná, podem ser acompanhadas em tempo real, por moradores e por quem vive longe da cidade. Isso é possível porque câmeras de monitoramento, com imagens ao vivo, foram instaladas em diferentes pontos da praia.

Ao todo, são cinco câmeras disponíveis: da Praia Grande, Pescador, Pico de Matinhos, Riviera 1 e Riviera 2. As imagens podem ser acessadas pela internet, pelo site do Instituto Agua e Terra (IAT) e mostram como está o andamento dos serviços realizados pelas equipes, nos locais de obra na orla.

Como manda a lei

O monitoramento com uso de câmeras, como é feito atualmente em Matinhos, segue o que determina a Lei Estadual nº 20.685/2021, que dispõe sobre o videomonitoramento de obras públicas custeadas direta ou indiretamente, total ou parcialmente, com recursos da Administração Pública Direta e Indireta do Estado do Paraná e dá outras providências.

De acordo com a norma estadual, serão objeto de videomonitoramento todas as obras de engenharia com valor igual ou superior a R$ 20 milhões e o custo de implantação do sistema ficará a cargo da empresa vencedora da licitação.

Nesta lei, é previsto ainda que as placas de identificação das obras disponibilizem QR-Code, que possibilite ao cidadão acesso às informações básicas do empreendimento e endereço para visualização da execução da obra em tempo real.

FONTE: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/matinhos-tem-cameras-de-monitoramento-que-mostram-as-obras-na-orla-ao-vivo-confira/


Espigão começa a ser construído no Pico de Matinhos

Após a engorda da faixa de areia de Matinhos em 1800 metros de extensão, já é possível ver o início do primeiro Espigão que será construído na praia. Segundo o Instituto Água e Terra (IAT), a estrutura será responsável por garantir a estabilidade da areia da praia. Em todo o projeto de Recuperação da Orla de Matinhos, estão previstos espigões na altura do Morro da Pedra e do Canal do Rio Matinhos. Com o mesmo objetivo, serão construídas duas elevações, nos Balneários Riviera e Flórida.

A implantação do espigão é considerada pelo IAT um processo complexo e começa com a construção dos núcleos, que são compostos por tubos de geotêxtil de alta densidade preenchidos com areia. Após a execução do primeiro trecho do núcleo da estrutura, será construída estrutura de rochas, conforme a declividade do projeto. Esta camada é denominada “carapaça” e é constituída por rochas de diversos tamanhos, aumentando conforme a estrutura adentra em direção ao mar.

São feitos, também, serviços de escavação e dragagem para que se atinja a cota de fundo das estruturas. Em seguida serão colocados os tapetes de ancoragem que funcionarão como um embasamento para o núcleo, composto pelo mesmo material dos tubos de geotêxtil. Em paralelo a construção do espigão, nesta semana, é feito o nivelamento fino na Praia com os tratores e o recolhimento da tubulação, que será levada na próxima semana para o Balneário Florida. Também na próxima semana, a tubulação que está na água deve ser transportada para uma nova posição no Balneário Riviera.

Devido aos serviços executados pelo Consórcio Sambaqui – vencedor da licitação pública para executar o projeto desenvolvido pelo Instituto Água e Terra (IAT) –, a praia de Caiobá ainda não está liberada para uso público. Uma das explicações para mantê-la interditada é que o perfil da praia formado no início da colocação da areia precisa se “moldar” com a ação das ondas. A estimativa é de que a construção do primeiro Espigão, no Pico de Matinhos, seja concluída em aproximadamente quatro meses.

FONTE: https://bandnewsfmcuritiba.com/espigao-comeca-a-ser-construido-no-pico-de-matinhos/

Tubulação para engorda da faixa de areia de Matinhos começa a ser levada para o mar

A tubulação de aço que será utilizada para engorda da faixa de areia da praia de Matinhos, no litoral, começou a ser levada ao mar neste domingo (5).

Segundo o Governo do Estado, serão 2,6 km de tubulação no trecho marítimo para realização da dragagem, procedimento que retira sedimentos do fundo do mar e os leva para a areia da praia.

O governo informou, ainda, que os tubos estão sendo colocados no Balneário Flórida e serão transportados, via mar, até a praia de Caiobá, na altura da Avenida Paraná. Neste trecho, serão 100 metros de engorda.

Após a etapa de instalação dos tubos, que deve durar duas semanas se as condições climáticas colaborarem, será iniciado, efetivamente, o trabalho de dragagem.

A previsão é que a engorda da faixa de areai comece ainda em junho.

O governo disse que, por meio do Consórcio Sambaqui, orienta a população para o cuidado ao passar pelo local, tanto na faixa de praia, quanto na área marítima.

As obras

Ao todo, serão feitas 12 interligações que permitirão bombear areia e água da draga até a praia, promovendo aumento da faixa. O governo estima que a dragagem seja finalizada até novembro.

Locais

 

A previsão do IAT é que, quando houver dragagem no Balneário Flórida, os próximos pontos atendidos sejam o Balneário Flamingo e, por fim, Caiobá.

Como funciona a dragagem

 

Na dragagem, a linha de recalque é conectada à draga, embarcação que retira areia do fundo do mar — Foto: Divulgação/IAT

Segundo o IAT, a dragagem acontece a partir da montagem do duto no qual os tubos serão conectados. O processo é chamado de Linha de Recalque.

Após pronto, o duto é colocado dentro do mar. Na maré cheia, uma das extremidades da Linha de Recalque será içada por um rebocador e levada para o mar, enquanto a outra extremidade permanece na praia. Essa é uma das etapas mais sensíveis e que requer mais atenção, segundo o IAT.

Obras

 

A obra de Revitalização da Orla de Matinhos será realizada em duas etapas, segundo o governo. O investimento será de R$ 314,9 milhões.

A primeira etapa prevê serviços de engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico; estruturas marítimas semirrígidas; canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem; e revitalização urbanística da orla marítima com o plantio de árvores nativas.

Também serão realizadas melhorias na pavimentação asfáltica e a recuperação de vias.

O volume total de areia a ser colocado nos 6,3 km de praias de Matinhosserá de 2,7 milhões de metros cúbicos, promovendo o aumento da faixa de areia em até 100 metros.

Segunda etapa

 

Na sequência, a segunda etapa, contempla quase dois quilômetros entre os balneários Flórida e Ettiene. O investimento é de mais R$ 126 milhões para, essencialmente, a construção de um canal e de estruturas de contenção do mar.

Assim como na primeira etapa, a obra inclui a engorda da faixa de areia da praia, instalação de um Guia de Corrente em Saint Ettiene, a revitalização do Rio Matinhos e o paisagismo da orla.

A segunda etapa ainda precisa ser licitada.

FONTE:https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2022/06/05/tubulacao-para-engorda-da-faixa-de-areia-de-matinhos-comeca-a-ser-levada-para-o-mar.ghtml


Tubulação para dragagem é colocada no mar, em Matinhos

As linhas de tubos que vão ser utilizadas para a dragagem da praia de Matinhos, no Litoral do Paraná, começaram a ser colocadas no mar, neste domingo (05). Ao todo, serão dois quilômetros e 600 metros de tubulação no trecho marítimo, além de um quilômetro e 800 metros ao longo da orla, para espalhar a areia na praia. Os tubos soldados foram colocados na água no Balneário Flórida e, agora, vão ser transportados, pelo mar, até a praia de Caiobá, na altura da Avenida Paraná. Os trabalhos estão previstos ainda para este mês. O local está sinalizado, mas os banhistas precisam ter atenção, tanto na faixa de praia, quanto na área marítima.

Um comunicado foi emitido aos usuários de embarcações para que fiquem atentos à movimentação entre os balneários de Matinhos e o Morro do Boi, ao longo de mais de seis quilômetros, onde ocorrem as obras de recuperação da orla. As intervenções preveem o engordamento da faixa de areia em até 100 metros, em Matinhos. A linha de tubos soldados foi posicionada flutuando e ainda precisa ser ancorada e afundada. O processo é realizado por rebocadores, na área marítima, e por equipamentos na parte terrestre. O serviço depende das condições climáticas e deve durar cerca de duas semanas.

As Obras de Recuperação da Orla de Matinhos têm investimento de mais de 314 milhões de reais. As intervenções são necessárias por causa do desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e ressacas no Litoral, que comprometem boa parte da infraestrutura da região. Além do alargamento da faixa de areia, estão previstas estruturas marítimas semirrígidas, canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem. Também serão feitas melhorias na pavimentação, plantio de árvores nativas e reposição da restinga.

FONTE: https://bandnewsfmcuritiba.com/tubulacao-para-dragagem-da-praia-e-colocada-no-mar-em-matinhos/


Consórcio das obras de Matinhos coleta mudas de restinga; vegetação da praia será ampliada

Recuperação de vegetação nativa integra as obras de Recuperação da Orla de Matinhos. Momento atual é de coleta de material genético da vegetação nativa para produção de mudas. No futuro serão 100 mil metros quadrados de vegetação.

 

O Litoral do Paraná recebe mais uma atividade de preparação do canteiro das obras de Recuperação da Orla de Matinhos. Nesta quarta-feira (20), começou a ser coletado o material genético e mudas da restinga existente na praia. O projeto prevê a ampliação da área de restinga e a retirada de vegetação exótica, considerada danosa ao meio ambiente. Atualmente, são 34,7 mil metros quadrados de restinga plantados na cidade, sendo 15,9 mil metros quadrados de vegetação exótica. No futuro serão 100 mil metros quadrados de vegetação renovada.

As obras são financiadas do Governo do Paraná, via Instituo Água e Terra (IAT), e executadas pelo Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação pública. O material genético das plantas será encaminhado ao viveiro construído pelo consórcio, em terreno doado pela Prefeitura de Matinhos.

No viveiro, as mudas serão cultivadas para a fase de recuperação e paisagismo do projeto. As obras, no valor de R$ 314,9 milhões, também contemplam a engorda da faixa de areia em até 100 metros de extensão ao longo de 6,3 km (do Morro do Boi ao Balneário Flórida), obras de micro e macrodrenagem, espigões, headlands e outras intervenções de infraestrutura e paisagismo.

O diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro, afirma que este é o momento de cultivo.

“As mudas serão recolocadas na praia após as intervenções e quando a areia estiver estabilizada”, afirmou. “A restinga protege a praia da maré alta e das ressacas, dando estabilidade para a areia. Dessa forma, estamos ampliando a existência de restinga no nosso Litoral com a Recuperação da Orla de Matinhos”.

Segundo o coordenador de Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Consórcio Sambaqui, Paulo Roberto Geraldo Filho, essa fase também integra o cronograma de preparação do canteiro de obras. A dragagem começará em julho. “Estamos seguindo o Plano Básico de meio ambiente, que integra o replantio dessa restinga. Essa primeira etapa integra a extração das sementes e das ramas, para que as mudas possam ser cultivadas no viveiro”, explicou.

VIVEIRO – O viveiro construído pelo Consórcio Sambaqui tem capacidade de produzir 650 mil mudas simultaneamente. O IAT também auxiliou no processo de cultivo das mudas, com a expertise que possui nos 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes.

Hiago Adamoski Machado, engenheiro florestal e consultor do Consórcio Sambaqui, conta que a coleta do material genético da restinga é importante para garantir a característica da vegetação do litoral paranaense.

“A ideia é utilizar as espécies que já estão adaptadas ao ambiente costeiro, evitando trazer espécies de outras regiões. Estamos no processo de coleta que se chama germoplasma, então estamos removendo o material vegetativo e as sementes. Esse material deve ser feito antes da entrada das máquinas na areia”, disse.

O processo de coleta de material genético tem previsão de duração de duas semanas. As mudas serão preparadas para serem plantadas conforme as obras forem executadas, com previsão de acabar o processo em 2024.

EMPREGO – A produção de mudas de árvores nativas também mudou a vida de moradores do Litoral. Mãe de três filhos, Liliane Oliveira Regis, de 39 anos, vivia de emprego temporário e se preocupava em sustentar sozinha a casa. Hoje, ela ajuda na preparação das mudas de vegetação nativa no viveiro.

“Fiquei muito feliz, porque o emprego está difícil e sou mãe solteira. Hoje consigo ajudar meus filhos a estudar e pagar as contas de casa como água e luz, sem precisar buscar oportunidades para fazer faxina, o que não é garantido”, relatou.

OBRAS – As obras de Recuperação da Orla de Matinhos preveem, além da engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico, estruturas marítimas semirrígidas, canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem, e revitalização urbanística da orla marítima com o plantio de árvores nativas. Também serão realizadas melhorias na pavimentação asfáltica e a recuperação de vias.

O objetivo é minimizar os impactos gerados pela combinação do desequilíbrio de sedimentos, ocupações mal planejadas e ressacas no Litoral. Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura urbana, turística e de lazer no município.

 

FONTE: https://www.sedest.pr.gov.br/Noticia/Consorcio-das-obras-de-Matinhos-coleta-mudas-de-restinga-vegetacao-da-praia-sera-ampliada?fbclid=IwAR2Y5C9pchLm5wtQiBcJLtwaucjcIEDqso7Fx7YsPnj2T7ZRQXcGqIcGLdQ


Mão de obra pra revitalização da orla de Matinhos é selecionada por consórcio; veja como se candidatar

Os trabalhadores que atuarão na revitalização da Orla de Matinhos, no Litoral do Paraná, começarão a ser selecionados de 15 a 18 de março (terça a sexta-feira), pelo Consórcio Sambaqui, que venceu a licitação para executar a obra.

A informação é do gerente do projeto, Elvio Alves Torres Junior. Segundo ele, uma equipe do consórcio estará na cidade para iniciar o processo seletivo. Os interessados podem procurar, desde já, a Agência do Trabalhador de Matinhos, onde há mais detalhes sobre as vagas.  Alguns já estão se cadastrando. Os trabalhadores serão contratados pelo regime CLT.

“De acordo com informações que a Agência do Trabalhador nos passou, tem havido uma procura de cerca de cinco candidatos para cada vaga”, diz Torres. Segundo ele, será priorizada a mão de obra local e só em caso de necessidade serão buscados trabalhadores de fora do litoral, como de Curitiba e região metropolitana, por exemplo.

vagas para pedreiros, serventes, auxiliares, operadores de máquinas, carpinteiros, armadores e também para trabalhos administrativos. No total, devem ser contratadas 350 pessoas, das quais cerca de 70 para a área administrativa. A intenção, segundo o gerente do projeto, é montar um banco de trabalhadores e ir chamando de acordo com a demanda e as fases da obra.

“A obra terá diversas etapas e deve começar efetivamente em abril, com cerca de 50 trabalhadores. Aproximadamente seis meses após o início, deve-se atingir o pico, com todo o efetivo de 350 trabalhadores atuando”, prevê o gerente do projeto. Torres não adiantou se a condução da obra irá impactar o acesso dos veranistas aos balneários e nem se o alargamento da faixa de areia (a engorda) já poderá estar pronto na próxima temporada. “Em breve o IAT (Instituto Água e Terra, responsável pelo projeto), deverá divulgar um cronograma com essas informações”, informa. Paralelamente ao processo de seleção de pessoal, o Consórcio está instalando o escritório e o canteiro de obra.

Mão de obra especializada virá da Bélgica e da Holanda

Embora a prioridade seja por trabalhadores locais, parte da mão de obra é altamente especializada e terá que vir de outros países, segundo o gerente. “É uma obra que vai demandar muitas especialidades para operar determinados equipamentos”, diz.

“A draga, por exemplo, virá da Bélgica, demandando técnicos habilitados para operá-la, que deverão vir de lá também. Assim como os soldadores deverão vir da Holanda”, explica. Segundo Torres, parte dessa mão de obra trabalhará embarcada (de dentro do navio).  Mas, segundo o gerente, esses trabalhadores altamente especializados que virão de fora devem representar apenas cerca de 3% de todo o pessoal empregado no projeto. Todo o restante será mão de obra local, prioritariamente do Litoral e outras regiões do Paraná.

As obras de Recuperação da Orla de Matinhos compreendem os serviços de engordamento da faixa de praia, por meio de aterro hidráulico, estruturas marítimas semirrígidas, canais de macrodrenagem, redes de microdrenagem, revitalização urbanística da orla marítima, bem como a pavimentação e a recuperação de vias.

O prazo de conclusão de é de 32 meses após o início da obra, ou seja, final de 2024.

 

FONTE: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/parana/mao-de-obra-pra-revitalizacao-da-orla-de-matinhos-e-selecionada-por-consorcio-veja-como-se-candidatar/


Previstas para início após o Carnaval, obras na orla de Matinhos devem demorar mais 30 dias para começar

A previsão do Governo do Paraná era anunciar o início das obras da revitalização da orla de Matinhos, no litoral paranaense, logo após o carnaval, mas terá que esperar, pelo menos, mais 30 dias.

O motivo é que esse tempo é o prazo para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) emitir a autorização para o início das obras, a partir da análise de um relatório de risco enviado pelo Consórcio Sambaqui, vencedor da licitação para a realização das obras, uma obrigação legal para uma intervenção deste porte, necessário para o início das obras.

Por outro lado, o consórcio informou que está seguindo com todos os trâmites necessários para o início das atividades, como a instalação do escritório e do canteiro de obras, bem com a contratação de mão de obra e a cotação do material de contenção.

Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo (Sedest), responsável pelo projeto, esse é o período conhecido como mobilização de equipamentos, pessoal e materiais. Após essa fase é que a obra deve ser iniciada.

Ainda segundo a pasta, as empresas que fazem parte do consórcio vencedor já estão efetuando a contratação de profissionais na Agência do Trabalhador de Matinhos, para priorizar a geração de vagas dentre a população do município.

A previsão é de que devem ser 300 vagas temporárias diretas criadas pelas obras para pedreiro, servente e operador de máquina.

Somente após estas etapas é que o governo estadual pretende realizar uma solenidade oficial de lançamento das obras, ainda sem data definida.

O prazo para a conclusão das obras é de 32 meses a partir da contratação. Portanto, a previsão é que isso aconteça em outubro de 2024.

 

FONTE: https://cbncuritiba.com.br/materias/previstas-para-inicio-apos-o-carnaval-obras-na-orla-de-matinhos-devem-demorar-mais-30-dias-para-comecar/


Orla de Matinhos terá projeto executado por 7 empresas; veja as vencedoras da licitação

Foram confirmadas na quinta-feira (4) as empresas vencedoras da licitação para executar o projeto de revitalização da orla de Matinhos. O Consórcio Sambaqui, formado pelas empresas Castilho, Tucumann, Jan de Nul, Codrasa, Dang, Serra da Prata e Soebe, foi oficializado como o vencedor do processo, e terá, a partir da assinatura da ordem de serviço, um prazo de 32 meses para concluir os trabalhos.

O consórcio ofereceu o menor preço para executar a obra: R$ 314,9 milhões, com um desconto de aproximadamente 17,5% em relação ao preço orçado pelo Instituto Água e Terra (IAT), que chegou a R$ 381,7 milhões.

O projeto de revitalização da Orla de Matinhos é alvo de denúncias do Ministério Público do Paraná (MPPR), que propôs ação civil pública e ação penal. O MPPR apontou irregularidades e falta de transparência nos processos de licenciamento ambiental e pediu a suspensão da licença, bem como do processo licitatório.

Detalhes do consórcio

Pela proposta enviada ao Instituto Água e Terra (IAT), às empresas Castilho, Tucumann, Codrasa, Dang, Serra da Prata e Soebe caberá os trabalhos de execução das estruturas marítimas semirrígidas e da construção dos canais de macrodrenagem e das redes de microdrenagem. Além disso, elas terão a responsabilidade de execução da revitalização urbanística da orla marítima e da pavimentação e recuperação das vias.

Já a empresa Jan de Nul será a única responsável pelo serviço de dragagem e bombeamento de material até a praia, além de também cuidar da supervisão e da coordenação do espalhamento da areia da praia. A remuneração para este serviço, segundo a proposta do consórcio, ainda será definida em um documento específico a ser elaborado pelas partes.

Quem são as empresas?

Castilho

A Castilho Engenharia e Empreendimentos S/A é uma empresa sediada em Curitiba e especializada em construções pesadas e serviços de engenharia. Fundada em 1958, a Castilho foi a escolhida como líder do consórcio. Em seu site oficial, a empresa contabiliza mais de 250 obras em todo o Brasil e também no Peru.

Entre seus clientes de obras anteriores, a Castilho apresenta nomes como Petrobrás, DNIT e Eletrobras/Eletrosul, além das prefeituras de Curitiba e Capanema. CCR Rodonorte e Cart-Concessionária Rio Teresópolis também figuram entre os clientes.

Tucumann

A Tucumann Engenharia e Empreendimentos Ltda. foi fundada em 1990 e é sediada em Curitiba. Especializada em obras de urbanização e construção marítima, a empresa cita em seu site oficial o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) como um de seus principais clientes.

A empresa também cita parceria de sucesso com a concessionária Caminhos do Paraná, e os trabalhos executados no Lote 4 do Anel de Integração do Paraná – que corresponde aos trechos das BRs entre Balsa Nova e Guarapuava, Araucária e Lapa, Ponta Grossa e Prudentópolis e da PR entre Porto Amazonas e Lapa.

Jan de Nul

A Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda. é o braço brasileiro de uma empresa sediada na Bélgica cujas origens remontam ao ano de 1849. Especializada em serviços de dragagem, a Jan de Nul ostenta em seu site oficial mais de 140 projetos espalhados por todo o mundo. Um deles é a ilha artificial Palm Island II, onde foi construído um condomínio de luxo em Dubai – na obra foram movimentados mais de 200 milhões de metros cúbicos de areia.

Cinco desses projetos estão na América do Sul, nenhum deles no Brasil: a dragagem do canal de acesso ao porto de Guayaquil, no Equador; três obras na Argentina: a dragagem nos portos de Ushuaia e Quequén e a construção de um gasoduto em Veja Pleyade; e o Projeto Taurus, em Montevidéu, de construção de um novo terminal no porto da cidade – na ocasião, a empresa afirma ter movimentado 850 mil metros cúbicos de areia em menos de três meses.

Codrasa

Das empresas participantes do Consórcio Sambaqui, a Codrasa Construtora S/A é a que tem menos informações disponíveis publicamente. Em sua ficha de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, não há outros dados disponíveis além do ano de fundação, 2005, e do endereço da sede, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

O site oficial traz apenas o nome da empresa, e o e-mail de contato de seu responsável junto ao consórcio está registrado em um domínio de outra construtora, cujo site traz os mesmos dados fiscais da Codrasa. Não há também dados adicionais de contratos, de linhas de fornecimento e de outras licitaçõesdisputadas pela empresa no site oficial de compras do governo federal. A empresa não respondeu à tentativa de contato da reportagem.

Dang

A Dang Construtora de Obras Ltda. é outra empresa do consórcio sediada em Curitiba. Fundada em 1999, a Dang também é especializada em obras marítimas e de contenção. Entre as obras em execução em destaque em seu site oficial estão a elaboração do projeto executivo e a execução das obras de ampliação do aterro da faixa de pista de pouso e decolagem do aeroporto de Foz do Iguaçu.

Entre as obras já realizadas estão a contenção dos rios Bacacheri Mirim e a drenagem, perfilamento e implantação de galerias na bacia do Rio Pilarzinho, em Curitiba. Ainda há registros de serviços de revestimento de canal do Rio Jaguaribe, em Salvador; e a construção de barramento no Córrego Tanque Velho, em Ferraz de Vanconcelos, em São Paulo.

Serra da Prata

A Construtora Serra da Prata Ltda. é sediada em Paranaguá e foi fundada em 1990. Entre as especialidades da empresa está a construção de pontes e terraplenagem. Em seu site, a Serra da Prata destaca obras executadas em Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Maranhão, além de ações nos portos de Antonina e Paranaguá.

Soebe

A Soebe Construção e Pavimentação S.A. é uma empresa paulista fundada em 1973 e sediada no bairro do Jaraguá, em São Paulo. Em seu site, a Soabe informa que oferece os serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, saneamento, canalização, pontes e viadutos e obras civis.

Em suas redes sociais, a empresa destaca a atuação em obras como o recape em um trecho da Marginal Pinheiros, uma das vias mais movimentadas da capital paulista. Há também a citação à participação em um consórcio com o Departamento de Águas e Energia Elétrica do estado de São Paulo (DAEE), que prevê serviços de operação de reservatórios de retenção de cheias, manutenção e limpeza nas bacias hidrográficas do alto do Tamanduateí, Pirajuçara e Ribeirão Vermelho.